segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fugindo de mim mesmo




Eu olho para o passado e vejo o meu futuro se distorcer em meio as tempestades. Eu corro sem deixar rastros. Eu temo minha própria sombra. E quando olho no espelho, vejo-me fugindo de mim mesmo. No meu coração pulsa a incerteza de uma vida que nunca vivi. E nas minha lembranças pairam os sonhos que um dia sonhei e que agora se apodrecem em um canto vazio de minha alma. Nunca me permiti ser o que realmente sou, julguei-me inútil e calei-me diante da vida. Fugi sem nem ao menos tentar mostrar ao mundo o que realmente sou capaz. Fiz de minha caminhada uma marcha fúnebre por um caminho íngreme, onde eu celebrava sozinho meu próprio funeral. Passei despercebido pela vida e não percebi que a vida também passava despercebida por mim. Sofri mais do que poderia suportar, mas não porque a vida me impôs o sofrimento e sim porque não tive coragem de lutar pela felicidade. Chorei quando deveria rir, calei quando deveria falar, parei quando deveria prosseguir e me odiei quando deveria me amar.

Eu olho para o passado e vejo o meu futuro se distorcer em meio as tempestades. Eu corro sem deixar rastros. Eu temo minha própria sombra. E quando olho no espelho, vejo-me...

... fugindo de mim mesmo!


(Carlos Rocha)

4 comentários:

  1. Nossa, que texto profundo. Me senti lendo Saramago agora hahaha Não sei dizer... Acho que deve ser por causa da minha aventura nas Letras. =)

    Bom, se vc não é Kyo, qual é a tua graça? hehehe Que coincidência, dois Kids no mundo. Ah, é "brejeiro"? Gosto daquela terrinha. Vou te adicionar no msn em breve (porque não o uso muito) hehehe
    Um abraço!

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  2. É... Voê fugiu bastante... Mas ainda dá tempo de lutar pela felicidade.
    Gostei dos textos... Estão lindos!
    Parabéns Amigo!
    bjs
    Dani

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  3. cara profundo,até o meio do texto pensei que era eu ,mas acredite dei a volta. |Erga a cabeça lute tente

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