segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

E O VENTO LEVOU




E ao soprar o vento, forte vento
Traz contigo o frio, vento
E frio, o vento faz esfriar o calor 
Calor humano que nunca se calou
E ao soprar o vento, forte vento, Ventania
Levaram-se as rosas do jardim
E levaram-se as pétalas
E tudo que há de bom em mim
E ao soprar... Vento!
Não levaste contigo a dor
Vinde frio e voraz
Uivando, Urrando
Implacável e fugaz
Vinde como um predador
Vento... Vento... Vento...
E levaste todas as rosas...
As rosas do jardim!

(Carlos Rocha)

sábado, 24 de dezembro de 2011

JINGLE BELL



E é chegado o Natal...
Sorrisos, sorrisos e mais sorrisos!!!
Pelas ruas as luzes natalinas nos trazem de volta nossos sonhos de criança.
Gentileza, amizade e é tudo verde esperança.
JINGLE BELL, JINGLE BELL...
Vem chegando o Papai Noel!!!

E é assim...  Todos os anos, pessoas felizes e sorridentes... O espírito de fraternidade e o senso de caridade tomam conta de todos.  Roupas velhas, brinquedos usados e o resto da ceia alegra a vida dos miseráveis. É Natal!!!

As pontes e viadutos das grandes cidades, agora, se tornam lares enfeitados e luminosos para quem não tem um teto e as crianças dos sinais, usam gorros vermelhos enquanto fazem malabarismo por entre os carros. É Natal!!!

Em uma demonstração da bondade humana, ajuda chega de todos os lados aos que necessitam e o Papai Noel de um grande Shopping Center atrai o olhar e o dinheiro de burgueses que desejam registrar esse momento tão lindo “que só acontece uma vez por ano”.  É Natal!!!

E o mundo gira em um tom vermelho e preto “Coca-Cola”, enquanto o verdadeiro significado Natalino se encontra no saco de presentes do “bom velhinho”. É Natal!!!

(Carlos Rocha)

sábado, 12 de novembro de 2011

Um papo com Deus


Ah... Se eu pudesse nesse momento bater um papo com Deus, sentaria as margens de uma bela praia e ao admirar o pôr do sol, lhe contaria tudo àquilo que Ele já sabe, sobre minhas aflições, as tantas dores que corroem meu coração, todos os meus sonhos inalcançáveis e desejos irrealizados. Contaria ao Senhor como é difícil ser “humano” e apenas viver de acordo com a nossa pequenez... Se eu pudesse meu Deus, lhe diria o quanto És imenso diante de nossos olhos e o quão grandiosa é Vossa obra. Se eu pudesse, choraria em Teus ombros e Tu saberias, como já sabe, o peso de minhas lagrimas, e assim com Tua infinita benevolência, me abraçaria e diria: “Filho meu, Eu estou ao teu lado!”...

E então ao fim de nossa conversa, eu Lhe diria Senhor, que por mais dura e difícil que seja a vida, ainda és essa o presente mais precioso de todos... E Lhe agradeceria por esse presente, já que sou FELIZ mesmo entre as infelicidades, pois sei que, de tudo, o que fica são os momentos que se eternizam na memória do tempo! E a VIDA... A VIDA VALE A PENA!

(Carlos Rocha)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

inconstância


E o mundo lá fora mais parece uma selva... Enquanto aqui dentro, longe de tudo que um dia acreditei ser parte de mim, descubro que não sou nem parte do que acreditava. Minha constante inconstância faz-me estranho a mim mesmo e, aos poucos, vou me ausentando dessa realidade abstrata a qual me aprisionara há tanto tempo. Estou longe de chegar onde pretendo... Talvez por não ter pretensão alguma, mas minha alma tem se rebelado de forma que não mais posso ignorar a sua insatisfação. Meus sonhos são frutos de uma loucura sem precedentes e meus desejos são banhados a veneno. E essa sede que eu tenho... Essa insaciável sede de liberdade... É, se não, apenas o desejo de voar! 

(Carlos Rocha)

sábado, 29 de outubro de 2011

Um novo pôr do sol


Enquanto o mundo se acaba em cinza, amargamente castigado pela civilização “humana”... Aguardamos por um novo amanhecer, uma nova chance, aguardamos a ilusão de um novo pôr do sol, onde tudo se tornará claro e vívido outra vez.

De braços abertos a beira de um precipício, aguardamos por uma solução divina que venha como um raio a nos libertar. Aguardamos a solução do insolúvel, a remissão de todos os pecados, ainda que continuemos eternamente a pecar.

Ouvimos atentamente os trovões e qualquer ruído perturbador a qual possamos nos fazer acreditar ser a voz de Deus, mas nos esquecemos que Deus nos fala no silêncio de nosso coração.

Nos perdemos tentando nos encontrar, nos odiamos tentando nos amar, nos destruímos tentando nos recriar. Na mais “divina decadência” tentando sem tentar... Esperamos um pôr do sol que não irá chegar.

 (Carlos Rocha)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O RETORNO



E naquela noite, a viagem que já fizera tantas vezes pelo mesmo caminho, parecia demorar uma eternidade. As sombras e luzes que passavam diante de seus olhos eram como laminas a penetrarem em seu cérebro, enquanto pensava em tudo o que já vivera até ali.

Todos os seus sonhos agora pareciam distantes, assim como todos os seus medos, sua angustias e preocupações, tudo agora não passava de pequenos fragmentos sem sentido...

Ele agora voltava para casa, voltava para sua velha cidade, seus velhos amigos, seus velhos hábitos... Ele voltava de uma maneira a qual jamais imaginaria, de uma maneira a qual jamais desejaria.

Foi tão grande a batalha, tão árdua, tão triste... Ele havia sido derrotado mais uma vez, mas agora perdera tudo, tudo que um dia acreditou ser “eterno”... E agora voltava para casa e trazia de volta o General de seu exercito e, para este, não haveria mais batalhas.

E enquanto a noite se estendia estrada a fora, a sua vida ia aos poucos tomando um novo rumo, um caminho inesperado, uma nova direção, uma nova história... Uma história a qual ele não estava preparado. Fora pego de surpresa mais uma vez, fora enganado, a vida mais uma vez lhe pregava uma peça... E assim começava uma nova era... E assim recomeçava sua vida... Entre o vazio e a escuridão, entre a estrada e a desilusão. Entre lagrimas... Mais uma vez! 

(Carlos Rocha)

domingo, 16 de outubro de 2011

“É estranho o que desejo faz as pessoas tolas fazerem.”




Da janela do meu quarto, no alto de um pequeno prédio, eu vejo as luzes distantes da cidade. Vejo alguns faróis reluzentes a vagar pelas ruas escuras ao longe e ainda mais longe posso ver algumas torres com suas pequenas e avermelhadas luzes. Os sons da cidade se misturam entre barulhos de carros, latidos de alguns cães da vizinhança, insetos e alguns pequenos murmúrios que se tornam indecifráveis, com um imenso silêncio que quase pode ser tocado.

A cidade tão grande e movimentada vista aqui de cima, mais parece uma pintura viva, vazia e solitária.  O céu cinzento de nuvens carregadas traz um ar de tristeza enquanto derrama pequenas gotas d’água que mais parecem lagrimas do que chuva e, ao mesmo tempo, uma leve brisa entra janela adentro tornando o quarto fresco e agradável.

Se tivesse que traduzir todo esse momento em apenas uma palavra, essa palavra seria: “Solidão”. E se pudesse fazer um desejo, eu desejaria ter azas para que assim pudesse saltar dessa janela e voar por entre essa pintura tão fascinante. Mas nesse momento surge repentinamente em minha mente o verso de uma música:

“É estranho o que desejo faz as pessoas tolas fazerem.”

Sim, é verdade! – Penso enquanto caio silenciosamente de minha janela para o vazio da noite cinzenta e as luzes da cidade, me tornando a própria solidão na imensidão dessa pintura viva.

(Carlos Rocha)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Lembre-se do que foi verdadeiro



E passarão pelos séculos os momentos que nos eternizamos
E passarão pelo o tempo cada sorriso pelo qual nos encantamos
Seremos, nós, apenas poeira viva no Universo
Seremos poesia e seus mais belos versos

Nas entrelinhas da vida a qual nos perdemos
Certamente não ficaremos esquecidos
Pois manteremos acesa a luz de nossos corações
E talvez em algum dia nos reencontremos

Seja como for o que será...
Passe o tempo, o tempo que passar
Não importa o fim, como acabar
O que foi verdadeiro permanece e sempre permanecerá

Não me culpe
Não se culpe
Não há do que se culpar
Apenas deseje e acredite no melhor que se possa acreditar.

(Carlos Rocha)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ausência





Hoje, ao chegar em casa o silêncio que me invadiu foi tão grande que não pude conter as lagrimas que aos poucos escorriam por minha face. A presença que se fez ausente... Tão ausente... Por um momento me aprisionou em uma infinita solidão, um vazio tão imenso que nada nesse mundo poderia preencher.

 E em apenas um segundo toda minha vida se refletia em meus olhos e, como que, uma explosão gigantesca de energia, tudo girava em minha volta, misturando tristeza e alegria dentro de minha alma e fazendo meu coração pulsar freneticamente, jorrando todo sangue de meu corpo como uma correnteza violenta, onde milhões de partículas subatômicas se colidiam e criavam novos mundos.

Hoje... Como senti a sua falta!
Nas pequenas coisas que se aprisionam as histórias... Nos pequenos momentos que se aprisionam as lagrimas... Nas pequenas lembranças que se aprisionam os sorrisos...

Na paz que me invade agora, presente à sua ausência, eu faço uma oração em agradecimento... E agradeço a todos os anjos que se fazem presentes no silêncio da ausência, aos gloriosos momentos que não voltarão mais, mas que ainda assim habitarão eternamente a nossa alma até que um dia também nos façamos ausência para alguém, completando assim o enigmático ciclo da Dádiva Maior.

Pois, eis que de alguma maneira nos tornamos infinitos na finita e breve passagem por essa estrada do tempo. De alguma maneira sabemos que há algo maior... Muito maior, nessa breve passagem, algo que se concretiza no tempo... Eterno tempo...

E sabemos que quando nos tornamos saudade, nos tornamos, nós mesmos, um pedacinho vivo do tempo. E se somos tempo, somos eternos...  E por toda eternidade viveremos presentes... Ainda que ausentes!


 (Carlos Rocha)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Minha vida...







Minha vida não é fácil... Nuca foi... Mas a vida nunca é fácil pra ninguém.
Tenho medos, tenho dúvidas. Afinal, quem não tem?!
Minha vida é um vulcão...
Um terremoto...
Um maremoto...
Um turbilhão...
Sou apenas um grão de arei no epicentro de um furacão.
Uma migalha no ar... Uma brisa leve... Eu sou um vento a soprar.
Minha vida é tristeza, é fagulha, brasa viva... É à força da natureza.
Minha vida é um porre... Uma porrada... Sou o frio da madrugada.
Minha vida não é justa... A de ninguém é... Nunca foi... Nunca será...
Eu vou vivendo como dá... Vou indo como tem que ser...  A vida como ela é... Apenas pra se viver...

(Carlos Rocha)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Hoje...



Hoje o dia está tão triste
Minha rua já não é a mesma
Minha casa está vazia
E o meu mundo não existe


Vejo no tempo um tempo
Um tempo que se perdeu
Vejo na no espelho um “eu”
Que hoje não sou eu

Vejo as mudanças acontecerem
Vejo pessoas envelhecerem
Idéias se desfazerem
E almas a se perderem

Hoje, mais do que nunca
Vejo o paraíso mais distante
E vejo que algo se perdeu

Na imensidão do tempo
Na grandeza do momento
Ou na intensidade de um instante.

(Carlos Rocha)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quanto mais eu cresço, menos eu acredito



E ao abrir os olhos me deparei com o caos...
Meu mundo desabou sob meus pés, mas eu ainda estou aqui. Descobri que sou muito mais forte do jamais imaginei... Mas de alguma maneira, isso já não importa... Eu já não tenho medos, mas não tenho mais pelo que lutar, pois as minhas guerras se mostraram inúteis... Quanto mais eu luto, mais eu cresço... E quanto mais eu cresço... Menos eu acredito... E eu cresço... E eu cresço... E menos eu acredito...

A minha fé se mantém intacta... Mas já não sinto necessidade de crê em nada, pois meu mundo desabou sob meus pés, mas eu ainda continuo aqui. Eu apenas aguardo pelo fim!
E quanto mais eu cresço... Menos eu acredito... Menos eu acredito... Menos eu acredito.
Minhas palavras se tornaram obsoletas e meus ideais se reduziram a pó... E quanto mais eu cresço, menos eu acredito... E menos eu acredito...

A minha mente confusa e entorpecida pela vida se tornou um buraco negro a tragar todo meu intelecto. Meu coração vai parando lentamente, enquanto minha alma se perde pelo infinito sombrio. A vida se tornara uma festa, um parque de diversão, vulgar e hipócrita! E menos eu acredito... E menos eu acredito... E menos eu acredito...
     
(Carlos Rocha)



terça-feira, 14 de junho de 2011

Oração do perdão


– Eu me liberto do ódio por meio do perdão e do amor.
Entendo que o sofrimento, quando não pode ser evitado, está aqui para me fazer
avançar em direção à glória.

– As lágrimas que me fizeram verter, eu perdôo.
As dores e as decepções, eu perdôo.
As traições e mentiras, eu perdôo.
As calúnias e as intrigas, eu perdôo.
O ódio e a perseguição, eu perdôo.
Os golpes que me feriram, eu perdôo.
Os sonhos destruídos, eu perdôo.
As esperanças mortas, eu perdôo.
O desamor e o ciúme, eu perdôo.
A indiferença e a má vontade, eu perdôo.
A injustiça em nome da justiça, eu perdôo.
A cólera e os maus-tratos, eu perdôo.
A negligência e o esquecimento, eu perdôo.
O mundo, com todo o seu mal, eu perdôo.

– Eu perdôo também a mim mesmo. Que os infortúnios do
passado não sejam mais um peso em meu coração. No lugar da mágoa e do
ressentimento, coloco a compreensão e o entendimento. No lugar da revolta,
coloco a música. No lugar da dor, coloco o esquecimento. No lugar da vingança,
coloco a vitória.

Serei naturalmente capaz de amar acima de todo desamor,
De doar mesmo que despossuído de tudo,
De trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos os impedimentos,
De estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono,
De secar lágrimas ainda que aos prantos,
De acreditar mesmo que desacreditado.

– Assim seja. Assim será. 

(O Aleph - Paulo Coelho)

Hill's Dream



Enquanto a brisa tocava o seu rosto, no alto da colina, ele se lembrava daquelas longas tardes de verão, que por algum motivo, agora, pareciam tão distante.

A vista, do alto da colina, se estendia por longos pastos verdes até se encontrarem com gigantescas montanhas de cumes congelados...  A brisa gelada que vinha do sul e trazia junto, um aroma perfumado de flores, dos campos mais distantes. O céu era cinzento e poucos raios de sol se faziam notar por entre as nuvens carregadas. E se prestasse bastante a atenção, poderia se ouvir o barulho da correnteza das águas de um rio que corria em algum lugar, entre os pastos abaixo...

De alguma maneira, aquilo acalmava seu coração... De alguma forma aquilo lhe aquietava o espírito. Ele estava só, mas isso já não importava, pois, sabia que, logo estaria em casa.

As pessoas, os lugares, as músicas, os sonhos... De alguma maneira, tudo aquilo fora deixado para trás e, agora, fazia parte apenas de suas lembranças.

“Nada mais será como antigamente!” – pensava, enquanto observava uma ave, planado distante.

Ele estava certo, nada, jamais seria como foi um dia... Seu mundo agora não passava de estilhaços de um gigantesco espelho, que refletia apenas um passado distante. Era preciso um novo começo em Hill's Dream... 

(Cralos Rocha)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Realidade mórbida


E veio a Vida e me arrancou bruscamente de meus sonhos, derrubou os meus castelos e destruiu o meu mundo... E toda fé e toda força que habitou um dia o meu espírito, foi reduzida a um infinito NADA!

As palavras que agora profiro ao vento, nunca foram ditas com tanta veracidade. E eis que em meus olhos úmidos já não mais resplandece nenhum traço de felicidade. Restaram-me apenas sombras negras do passado e um extremo vazio que me devoram lentamente...

Como monstros em pesadelos infantis, vêem a mim os ensinamentos Divinos, aos quais, me recuso intimamente em seguir e acreditar. Sendo eu o que sou hoje, mas, não mais, o que fui um dia.

Na mais sublime escuridão em que me encontro, na mais absoluta “Divina decadência”, Eu vou vivendo, ou apenas sobrevivendo, entre toda essa patética e utópica realidade em que me encontro... Uma realidade mórbida... Divinamente mórbida.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nada mais importa


Nada mais importa, senão a inútil sabedoria ancestral que nos guia do nada a lugar nenhum...
Nada mais importa, senão a certeza mais incerta que nos persegue ano após ano e nos prova que não há prova alguma...
Nada mais importa, senão os sonhos que sonhamos e, que não passam de sonhos e nada mais...
Nada mais importa, senão a realidade tão surreal a que vivemos, sofremos, sofremos e morremos...
Nada mais importa, senão a insuperável força do amor... Que não é tão insuperável como imaginamos ser...
Nada mais importa, senão a fé q nos faz prosseguir sempre em frente, mesmo quando não há mais caminho algum a prosseguir...
Nada mais importa, senão a dádiva da vida, que talvez nem seja uma dádiva assim...
Nada mais importa, senão... Nada... Nada mais importa!

(Carlos Rocha)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

AO X-TREMO...


Os fatos, as curiosidades, a História, o mundo... Tudo AO X-TREMO!!!
Meu novo Blog... Sigam aí galera... Pra começar bem... Inaugurando o blog com um pouco de ocultismo, através da Biografia de "Aleister Crowley - O Mago de Mil Faces", Conhecido também como "O homem mais perverso do mundo."



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Que assim seja...


E passará os anos por entre os dedos do tempo, como água que escorre rio a baixo...
E seremos apenas uma vaga lembrança de uma noite de luar, que se perde... E se perde... E se perde... Nas entrelinhas da vida.

E chegará o dia em que nos deitaremos ao relento, observando estrelas, com a ínfima sensação de que algo foi perdido na imensidão do infinito. E apertará o nosso coração, nesses momentos em uma angustia latejante que nos deixará sem fôlego por alguns instantes... Mas já teremos nos esquecido de que uma vez, naquele céu que agora vemos apenas estrelas, houve também uma lua.



(Carlos Rocha)

sábado, 28 de maio de 2011

Mais humano do que os humanos


“Quanto mais eu conheço as pessoas, mais eu gosto dos animais!”

A grande verdade é que a cada dia que passa, eu perco mais a fé na humanidade... Os cachorros são sem duvidas mais humanos do que qualquer ser humano... Com certeza podemos chamar esses simples animais de anjos, nossos anjos... Diferente do ser humano, os cachorros não têm maldade. Eles não nos traem, não nos maltratam, não nos julgam, não nos cobram e jamais nos abandonam... Os cachorros sim sabem o verdadeiro significado da AMIZADE, do AMOR, e do PERDÃO. Por mais que a gente os maltratem e os machuquem, Por mais que a gente se zangue com eles e muitas vezes descontemos nossas raivas sobre eles... Eles estão sempre lá, prontos a nos receber, prontos a nos perdoar, pronto a nos ajudar... Com aquele olhar encantador e um sorriso “babento”... O rabo balançando em perfeita sincronia com seus latidos de alegria... Em sua euforia, pulam sobre nós como que quisessem nos abraçar e expressar assim todo seu amor... Muitas vezes, preocupados com nossas roupas caras e/ou simplesmente com nossa ignorância humana, nesses momentos, perdemos a paciência e brigamos e até batemos neles, é quando eles se afastam e fazem aquela carinha triste que nos faz perceber a nossa falta de bom senso.

E ainda assim, muitas pessoas não percebem o seu valor. Os maltratam e os abandonam... Como se fosse sapatos velhos, simplesmente se livram deles quando se cansam deles ou quando eles “supostamente” se tornam um problema. As pessoas se julgam tão racionais, mas somos a única espécie na face da terra que destruímos nós mesmos e nosso planeta. E nossos mais fiéis amigos e companheiros, para muitos, não passam de animais irracionais, estúpidos e sem sentimentos. Eu não consigo entender onde está a lógica de tudo isso... . Você se livraria de seu melhor amigo? Você se livraria de seu irmão, ou irmã? De seu filho, ou filha? Difícil, não é mesmo? E agora fica a pergunta: Quem são os animais irracionais afinal? Mas é Claro, já ia me esquecendo, não temos tempo, falta espaço, não temos paciência... Mas temos muitas desculpas!

Sim, estou perdendo a fé no ser humano... Eu simplesmente não consigo mais acreditar que seremos diferentes um dia... Eu gostaria, mas eu não consigo mais... Não mais! E eu só queria poder agora, fugir para algum lugar de meus sonhos onde as pessoas fossem tão humanas quanto os cachorros.

(Carlos Rocha)

Dura realidade - I'm losing my faith...


Não sei por que ainda me surpreendo?!

As pessoas são corruptíveis. Meros produtos de prateleiras, todos têm um preço, seja físico ou espiritual. Idéias se renovam e as pessoas mudam de idéias assim como mudam de roupas e, personalidade, nada mais é do que um molde momentâneo, tudo depende do contexto e todo contexto depende da ótica de cada individuo, sendo assim, não há certo e errado, apenas pontos de vistas diferentes.

Não importa o quanto você goste e confie em uma pessoa, ela vai feri-lo em algum momento de sua vida, por isso não confie muito e nem espere muito das pessoas. O maior erro é acreditar que relacionamentos são eternos. Por isso aproveite o máximo de cada relacionamento, sem esperar muito deles. Seja tão amigo, o quanto o próximo lhe é amigo, seja tão amante o quanto o próximo lhe é seu amante e, nunca, jamais, coloque qualquer pessoa a cima de você... Pense em você sempre em primeiro lugar. Não se iluda com palavras bonitas e com atos exemplares, é tudo uma questão de estratégia.

Lembre-se: Os melhores, não são os mais fortes, ou, os mais inteligentes, mas sim os que se adaptam melhor. Seja sempre adaptativo. Cada situação requer uma ação diferente. Saiba o momento de atacar e o momento de recuar e não se importe em ser chamado de covarde, é melhor fugir e ter uma outra oportunidade para duelar, do que morrer em batalha... Mortos só fazem história e nada mais. E quando fizer o bem, faça aos poucos, para que esse seja notado, mas quando for fazer o mal faça de uma vez, para que esse seja sentido. Não se esqueça, na guerra vale tudo... E o que importa é vitória, mas se você não puder vencê-los, junte se a eles.

É triste e cruel, mas essa é a mais pura realidade... “Não passamos de animais e o que chamamos de racionalidade, nada mais é do que ‘instinto de sobrevivência da espécie’, somos seres imperfeitos, imorais e inescrupulosos.”

"Quanto mais eu vivo, menos eu acredito nas pessoas e mais eu gosto dos animais!"

(Carlos Rocha)

domingo, 22 de maio de 2011

Apenas mais um dia cinzento


A tarde está fria e o céu nublado e cinzento. O vento gélido que me toca a pele traz de longe o doce perfume da saudade, enquanto uma música suave toca aos meus ouvidos.

Hoje é um daqueles dias dos quais não desejamos sair da cama. Esperamos apenas que o tempo passe no arraste lento dos ponteiros de um relógio e nos arraste, enquanto, entre pensamentos nos perdemos num vazio que nos guarda um tempo tão distante, que, no entanto nos parece tão presente.

Mais uma vez me assombra as duvidas que ficaram junto as feridas e tantas cicatrizes tatuadas pela vida. Mais uma vez eu me perco no desejo exaustivo de retroceder o tempo para que por mais um momento apenas, eu pudesse reviver aquele tempo que não volta mais. E me esgoto de todas as infinitas tentativas de compreender a vida ou apenas imaginar os possíveis e impossíveis desfechos que se criam e recriam a cada “se” que surgem em minha mente.

E nada mais importa, pois hoje eu sinto que sou apenas parte de mim, porque outra parte foi deixada para trás e não mais tempo para resgate. Hoje eu sou parte desse dia cinzento que se arrasta vagarosamente, nublado, sem graça, sem brilho... Apenas mais  um dia cinzento.

(Carlos Rocha)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Apenas mais uma ideologia barata


E cai a sombra da noite mais perversa sobre tudo que nos resta.

Vemos nossos princípios e valores se quebrarem e se perderem na infinita aflição da falta de conduta “humana”, irracional, tão cheio de racionalidade. Porque como animais, nos restam apenas instintos... E quando mergulhamos na dor, na revolta na incapacidade de adaptação, deixamos nos levar pelos instintos e procuramos o caminho mais fácil de nos libertar. Mas geralmente o que encontramos é uma falsa liberdade... Nos perdemos nos vícios e prazeres que não nos levarão a lugar algum. 

– Mas afinal, estamos indo a algum lugar? – Pensamos.

Não nos resta muito quando perdemos a crença em nós mesmos. Não nos resta saída quando deixamos de lado o que um dia chamamos de “valores”. Não nos é dado o direito de escolha quando negamos a nós mesmo os caminhos da vida.

Apenas mais uma ideologia barata!


(Carlos Rocha)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Saudades de não sei o quê



Eu já não sou o que fui ontem
Nem sei se deveria ser
Mas sinto saudades
Saudades de não sei o quê

Saudades das noites de luar
Da brisa a me tocar
Saudades dos abraços apertados
Dos sorrisos escancarados

Ontem eu fui sonhos
Hoje sou ilusão
Perdido em pensamentos
Momentos que não voltarão

Eu sinto saudade do cheiro
Do timbre de voz
Do olhar
Do que mais posso falar?

Não sei o certo o que dizer
É apenas saudade
Saudade de não sei o quê

Mas se você quer saber
Eu sei que essa saudade
Na verdade pode ser...
Pode ser apenas saudade de você

(Carlos Rocha)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Com o tempo a gente aprende


Com tempo a gente aprende...
Que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida...
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
E que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

A gente aprende que a vida é feita de escolhas.
Que muitas vezes faremos escolhas erradas.
E que, embora não possamos voltar atrás e fazer um novo começo, podemos começar agora e fazer um novo fim.
Deus sempre nos dá outra chance.
E nunca é tarde para admitir nossos erros.
“Perdoar” e “pedir perdão” fazem parte da vida.

Muitas vezes olhamos em volta e vemos as pessoas que mais amamos se afastarem... E por mais que o orgulho nos empeça de enxergar, lá no fundo de nosso coração, sabemos que somos nós os culpados...  Então a gente aprende que é hora de rever nossos conceitos...

Dê valor a quem te dá valor...
Não se esqueça de quem são seus verdadeiros amigos...
E a cima de tudo não esqueça quem é você mesmo...

Lembre-se: NUNCA É TARDE DE MAIS!!!

(Carlos Rocha)

domingo, 17 de abril de 2011

Hoje eu via a Lua



Hoje eu vi a Lua... Foi assim, meio sem querer... E foi então que eu percebi há quanto tempo eu não a contemplava... Ela é linda e mais uma vez tive a certeza de quanto eu a amo...

Estive pensando comigo mesmo sobre nós... Todos nós... Em nossos mundinhos de ilusão, esperando a vida passar enquanto o Tempo nos rouba os sonhos, torcendo pela eternidade, torcendo por um milagre...

Mas hoje eu via a Lua... Na imensa escuridão cercada por pontos luminosos... Tão distante de todos nós... E então eu me lembrei do tempo em costumava acreditar que eu poderia tocá-la.  Do tempo que eu sonhava em alcançá-la...

Mas o Tempo me roubou os meus sonhos... Esse mesmo Tempo que nos faz correr em círculos... Esse Tempo que me levou a Lua!  Esse Tempo me partiu ao meio e em pedaços, agora eu já não consigo acreditar que a poderei tocá-la...

Quanto tempo eu não há contemplava?
Quanto tempo no imenso vazio negro?
E você?
Você ainda se lembra da Lua?

O Tempo nos roubou os nossos sonhos... E eu não posso mais acredita que eu posso tocá-la... O tempo roubo nosso tempo...  E tudo que nos era mais sagrado...  E em nossos mundinhos de ilusão, deixamos o Tempo roubar as nossas vidas...

Mas hoje eu vi a Lua... E eu sei que há algo que o Tempo não pode nos roubar... Algo que ficou guardado para sempre e que nem uma força jamais poderá desfazer... Porque para sempre ficará guardado a lembranças... Sim, as lembranças são eternas... Eu costumo lembrar  do tempo em que costumava sonhar, do tempo em que costumava acreditar que eu poderia  tocar a Lua... As lembranças... Elas são eternas!

(Carlos Rocha)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Happy now?





Lost in yourself
You think you have found the path
The path to happiness

Alone by yourself
You think to have found the company
The perfect company

And inside your head now
Everything is meaningless
Everything

Happy?
Are you happy now?

You seem to have found your way
But this path is the same way
The path that leads nowhere

And you're racing against time
Escaping the past
And you keep running away

And in your head now
Everything is meaningless
Everything

Happy?
Are you happy now?

Lost in yourself
Alone with yourself
And all the lost feeling

Happy?
You happy now?

Ow nooo ...
You don't look so happy now!

(Carlos Rocha)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

I'm leaving forever



I'm leaving forever
Do not let me go now
I'm not coming back

You hide behind a fake smile
Do not let me go
Do not let me go

I feel I'm leaving now
I do not know where
And I can not know
My fate is bleak

I feel I'm leaving
I will hide somewhere in the distance
I'm leaving now
And I'm not coming back

Do not let me go
Do not let me go

You do not realize
But my soul is lost
As long as you hide behind a smile
A fake smile
I'm leaving now
I'm leaving forever

Do not let me go
No. ..
No. ..
Do not leave me

Do not let me go
No. ..
No. ..
Do not leave me

Do not let me go
No. ..
No. ..
Do not leave me

I'm leaving forever


(Carlos Rocha)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Tenho andado tão distante...





Tenho andado tão distante... Distante da realidade... Da realidade do que sou.
Tenho tentado ser algo que não quero, algo que nunca fui e certamente nunca serei.
Tenho tentado esquecer... O que permanece mesmo sem permanecer...
Me rebelei contra meu coração... E quase vendi a minha alma...
Eu tenho andado tão distante...
Minhas guerras perderam o sentido e já não me importo mais em ganhar ou perder.
Não há batalhas mais que me tragam emoção... já não há mais fogo que me faça arder.
Eu tenho tentado fingir que está tudo em seu lugar, tudo exatamente onde deveria estar.
E como se houvesse um simples botão “ON e OFF”, tenho tentado me desligar.
Tenho tentado não me iludir... Mas ilusão mesmo é fingir ser realista, tendo nascido sonhador.
Eu tenho tentado não me importar... Mas eu me importo!
Ah, como eu tenho andado distante... Tão distante... Distante do que realmente sou.
Eu grito em silêncio enquanto prendo a toda força o meu pranto...
Eu firo a minha alma enquanto nego meus princípios e valores...
Eu sangro sem ter mais sangue para sangrar...
De onde vem o Sangue?  Esse sangue a me encharcar?
Talvez sejam lágrimas proibidas... Proibidas de vazar...
Eu já não sinto a dor... Pois me tornei a própria dor...
E de tudo que mais nego... É o amor!
Mesmo sabendo que ele permanece e para sempre permanecerá...
Como dizia o poeta: “De Janeiro a Janeiro... até o mundo acabar!”
Mas eu sei...
Tenho andado tão distante!

(Carlos Rocha)